Arquivos para setembro 2011

Sapatinhos feitos de borracha da seringueira ..artesanalmente.. lindos.. e confortáveis.. e ainda … da Reserva Extrativista Chico Mendes

O látex extraído das seringueiras pode ser transformado na borracha premiun FDL (Folha Defumada Líquida), que é empregada na produção de calçados e outros artefatos. Os seringueiros acreanos tiveram contato com o processo de preparação da FDL através de pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB).A extração vegetal tem importante papel na economia do arco norte da faixa de fronteira, sendo fonte de renda para centenas de famílias. Com o apoio da Secretaria de Programas Regionais, a Associação dos Moradores e Produtores da Reserva Extrativista Chico Mendes de Assis Brasil, terá condições de investir na qualidade e identidade visual do produto final (sapatos, sandálias, bolsas, chaveiros etc), incrementando sua comercialização nos mercados nacional e internacional.

um pouco mais …

Francisco Alves Mendes Filho “Chico Mendes”

44 anos antes de Chico Mendes nascer, no Acre, já existiam conflitos de terra. A área que hoje é o estado do Acre foi disputada num confronto armado entre Bolívia e Brasil, os seringueiros por fim, comandado por Plácido de castro, retiraram os 15 milhões de hectares das mãos dos bolivianos. O tratado de Petrópolis, de 1903 deu a posse definitiva do Acre ao Brasil. Os seringais tornaram rica a região do Acre. A riqueza da borracha atraiu muitos nordestinos á região. Um deles foi o avô de Chico Mendes. As famílias que se mudaram do Ceará para a Amazônia tiveram de se adaptar a um meio ambiente totalmente diferente. Úmida, escura e fechada a Amazônia era uma selva de insetos, doenças que se propagavam. Não havia escolas e nem hospitais. Embora o Brasil estivesse ganhando milhões de dólares com imposto sobre a extração da borracha, o governo não reaplicava um centavo na região da Amazônia. Todos os aspectos da vida representavam, então, um novo desafio. As Famílias ficaram dispersas pela floresta, muitas vezes separadas por quatro ou cinco horas de caminhada. Toda família caçava e colhia na floresta o que não podia plantar comprava dos caixeiros-viajantes.

Em 1944, nasce no seringal Porto Rico em Xapuri – Acre – Francisco “Chico” Alves Mendes Filho. Aos nove anos, Chico Mendes já acompanhava seu pai na floresta; Aos onze tornou-se seringueiro em tempo integral, nesta mesma época, a família mudou-se para a colocação Pote Seco no seringal Equador próximo à cachoeira, durante o dia Chico cortava seringa, caçava e a noite Chico lia alguns livros e se inteirava das noticias através de jornais quase sempre com atraso de semanas. Com doze anos Chico Mendes conheceu Euclides Fernandes Távora, aliado de Carlos Prestes. Euclides havia participado da intentona comunista em 1935, preso, conseguiu fugir e escondeu-se no meio da floresta Amazônica perto da colocação dos Mendes. Foi com Euclides Távora que Chico começou a entender o significado da exploração dos seringueiros, a luta de classes sempre com referencias a Lênin e Marx.

As aulas de Távora tiveram uma interrupção quando Chico estava com 17 anos e teve que trabalhar horas extras para sustentar sua família, pois sua mãe e irmão mais velho morreram. O aprendizado político de Chico com Távora foi retomado nos anos seguintes, Távora conseguiu um rádio, onde juntos……

…..continue sua leitura em….http://www.chicomendes.org.br/Biografia/bio.html 

Os tapetes de Lucinda – lã de carneiro

Fizemos este video para mostrar um pouco da trajetória de Lucinda, artesã que tece lindos tapetes de lã. O filme, além de falar dos processos de feitura de suas peças, nos revela uma personagem admirável e muito querida por nós.

Seus tapetes podem ser encomendados e comprados na Associação Ponto Solidario.

História da Tecelagem

A tecelagem é milenar; acompanha o ser humano desde os primórdios da civilização. Está identificada com as próprias necessidades do Homem, de agasalho, de proteção e de expressão.

A tecelagem utilitária evoluiu na tecnologia, e a de expressão procurou os caminhos naturais. Aí as tramas e as urdiduras se entrelaçam para dar forma ao pensamento e à intuição.

Saber tecer e tingir fios de fibras naturais são conhecimentos que se mantém até os dias de hoje. Por necessidade, a tecelagem firmou-se no Brasil Colônia, onde produzir tecidos para escravos e gente simples justificava o empreendimento. Houve tempo em que toda casa mineira tinha uma roda de fiar e um tear tosco de madeira. Fazia-se o fio e do tear saiam colchas e roupas para a família. Enquanto teciam, as mulheres iam nomeando suas tramas de acordo com o desenho: Daminha, Pilão, Escama, Dados, Sem Destino ou até mesmo com os os nomes das artesãs que as criavam. Com as tramas nascia o pensamento abstrato e é por isto que, até hoje, tecer significa pensar. Suas técnicas consagradas pelo tempo não são restritivas, mas sim, abrem infinitas possibilidades de resultados, desafiando a criação.

Há cerca 12.000 anos, portanto, na Era Neolítica, os primeiros homens usavam o princípio da tecelagem entrelaçando pequenos galhos e ramos para construir barreiras, escudos ou cestas. Teia de aranha ou ninho de pássaros podem ter sido as fontes de inspiração tal trabalho. Uma vez que essa técnica já era conhecida é muito provável que o homem primitivo tenha começado a usar novos materiais para produzir os primeiros tecidos rústicos, e, mais tarde, vestuário.

A data exata de quando nossos ancestrais abandonaram suas peles de animais e passaram a ser proteger e se vestir usando fibras entrelaçadas, tanto de origem animal quanto vegetal, ainda não foi definida pelos estudiosos.

Escavações arqueológicas têm encontrado material feito de fibras fiadas e entrelaçadas, mas esses “tecidos” são muito grosseiros e estão mais parecidos a cestas de trabalho. O exemplo mais antigo de tecido descoberto na Europa, na costa Dinamarquesa, data do fim da Era Mesolítica, entre 4600 e 3200 a.C., mas as descobertas no Peru, no alto da ‘Sierra del Norte’ são muito mais antigas.

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Holandeses cantam música típica enquanto se divertem com brinquedo de miriti

Brinquedo de miriti , típico de Belém do Pará , cativa o casal de estrangeiros e os leva a cantar sua típica e pueril “cançaõ do serrador” , em holandês.