O som do barro

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GENIAL – Seu interesse pela música aumentava a cada dia e, de escultor, Nado passou a ser compositor e começou a fazer cirandas e outras canções que eram executadas em suas criações. Entre uma apresentação e outra, e diversas exposições culturais, o mestre das ocarinas foi descoberto e começou a lançar seu estilo para o mundo a fora.Mestre Nado é dos artistas mais habilidosos no manuseio da argila. Ele ficou famoso quando passou a utilizar o barro para criar instrumentos de sopro. Sua primeira criação, a ocarina (que significa casa de som), surgiu por um acaso. “Gostava de pegar o barro e moldar pequenas bolinhas ocas. Comecei a fazer furos e vi que poderia tirar som daquela bola. Foi quando me dei conta de que havia resgatado um instrumento musical muito antigo que era feito na áfrica com uma espécie de fruta africana que ao ficar inchada (entre verde e madura), emitia um som grave se fosse furada no meio”, explica.
Depois dessa descoberta, o mestre passou a pesquisar a fundo o assunto e começou a criar novos instrumentos. Surgiram então as Flautas Nado (que já tem sete versões), os Maracas, o Raco-raco e o Bum D’água. Todos feito a partir do barro.

Músicos famosos já começam a inserir, com sucesso, os instrumentos do Mestre Nado nas performances de seus shows. Milton Nascimento, Ney Matogrosso e os pernambucanos Antônio Carlos Nóbrega e Antúlio Madureira são exemplos do sucesso e da genialidade do ceramista que já vendou suas obras na Alemanha, França e Itália. “Uma vez um francês me encomendou 1,3 mil ocarinas, juntei toda a família ensinei os meus filhos e conseguimos confeccionar os instrumentos. Com essa venda comprei um carro usado e reformei minha casa”, lembra.

Foi quando os filhos aprenderam a profissão que Mestre Nado resolveu levar o assunto a sério e passou a percorrer as feiras artesanais do país vendendo seu produto. Em cada apresentação, as pessoas mostravam-se mais interessadas e a família (Nado e dois filhos) criou uma banda musical que foi batizada por um percussionista argentino com o nome de “Som do Barro”. Hoje o grupo tem presença obrigatória em vários movimentos culturais do Estado.

O MESTRE – Aos 56 anos de idade e mais de 50 de profissão, Mestre Nado dedica sua vida em ensinar arte de manusear a argila. O ceramista divide seu tempo dando aulas para adolescentes do Centro Eulâmpio de Recuperação Humana – instituição que trabalha com meninos e meninas que já foram usuários de drogas -, e no curso de cerâmica do Atelier Espaço Aberto. “Meu sonho é ver uma orquestra tocando os meus instrumentos. Estou até pensando em criar alguma coisa com cordas, mas isso ainda vai ser muito pesquisado”, enfatiza.

Enquanto isso não acontece, o mestre vai vendendo seus instrumentos e ensinado a arte de fazê-los e manuseá-los. Quem sabe assim, um dia a cidade pára para ver Nado e sua orquestra encantando o público com o som que vem da terra.

fonte:http://www.ceramicanorio.com/

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