Lampião e Maria Bonita - JBorges

A xilogravura popular nordestina, apesar de permanecerem pouco conhecidas as suas origens, acredita-se que tenha sido trazida por missionários portugueses que ensinaram a técnica aos índios. As matrizes para impressão das ilustrações são talhadas, quase sempre, na madeira da cajazeira, matéria-prima mole, fácil de ser trabalhada e abundante na região Nordeste do Brasil.Os xilogravuristas utilizam apenas um canivete ou faca doméstica bem amolados. A literatura de cordel é uma espécie de representação da cultura popular escrita, em formato de poesia, impressa e divulgada em folhetos ilustrados com o processo de xilogravura.Em meio à ficção resgatam-se dados sobre vestimentas, crenças, comportamentos, objetos, linguagem, arquitetura, política, etc. Esta literatura chegou ao Brasil através dos portugueses, na segunda metade do século XIX, e aos poucos foi se tornando popular.

Sob encomenda

Esgotado

Aos 20 anos, José Francisco Borges começou a comprar e vender cordel para sobreviver. Até que escreveu o seu primeiro cordel em 1964, com uma gravura emprestada. Na segunda publicação, arriscou fazer a própria gravura. E deu certo, sem qualquer tipo de aprendizado. Tudo na tentativa. Foi assim que surgiu um artista que passou a ser admirado em sua própria região, no Brasil e em diversos lugares do mundo. J.Borges coleciona viagens e exposições em vários países. “Estranho quando as pessoas falam em eu deixar a minha cidade. Sou como um índio que não abandona a sua aldeia. De Bezerros faço o que faço e mando para o mundo inteiro”, comenta.

Ele faz da mesma maneira que começou. Quanto ao cordel, normalmente, ele escreve quatro ou cinco cordéis por ano, tanto para a venda quanto para encomendas. J.Borges deve a sua vida ao cordel, não somente pelo aspecto financeiro. Cordel é o seu jeito de ser. “Quando criança, a minha única diversão era o meu pai ler cordel para mim. Era a diversão, era a maneira de saber das notícias e era também a aprendizagem. Eu frequentei apenas 10 meses de escola. Eu desenvolvi a minha leitura por meio do cordel”, revela.

J. Borges tornou-se um dos mais famosos xilógrafos do Mundo, publicou vários álbuns de xilogravuras e seu trabalho forma acervo de museus como o MoMa de New York, MASP, MAM e Pinacoteca de São Paulo.

Medida:48x32 CM

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