Caminho de mesa- Buriti - MA

O ofício de rendeira proporciona uma viagem ao imaginário feminino são mulheres que tecem o dia a dia com finos fios. A força que emana da tradição de tramar as linhas é real. E o fio que conecta essas mulheres, entre gerações de uma mesma família, é que parece torná-las o que são: mulheres que lutam bravamente e que, ao mesmo tempo, desempenham um ofício minucioso e delicado. Com paciência e maestria seguem fazendo a renda da mesma forma que outras muitas gerações de mulheres de sua família já faziam, mas revisitam e atualizam as formas e os pontos que fazem hoje. De modo que estão, ao mesmo tempo, com um pé no passado e outro no presente. O bordado é uma arte milenar que, mesmo tendo passado por várias transformações nos seus processos de fabricação, não perdeu a sua essência e através dos avanços tecnológicos tornou-se uma excelente fonte de renda.

Sob encomenda

Disponível

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Cooperativa de Artesãos dos Lençóis Maranhenses

 A fibra ou “linho” é retirado do broto da folha da palmeira de buriti – do tupi-guarani, “árvore que emite o líquido” ou “árvore da vida”. É desta palmeira, que pode atingir 35 metros de altura, que as artesãs produzem uma diversificada gama de produtos. O beneficiamento da fibra é atribuído por alguns à herança indígena, e o trançado, ao longo dos anos, foi incorporando novas influências. Técnicas amplamente conhecidas como o “macramê” e o crochê se aliam à tradicional “malha de cascudo” – de criação local, em que as tramas se assemelham a escamas do peixe de água doce que leva o mesmo nome. E o colorido, fruto de tingimento natural, dá ao artesanato de Barreirinhas uma forte excepcionalidade

De posse do broto do buriti inicia-se a retirada do linho com a abertura dos folíolos da folha. Com o auxílio de uma pequena faca, o artesão executa uma leve incisão na superfície do folíolo, possibilitando a retirada de uma fina película que vai sendo puxada uma a uma e depositada no chão, em punhados. O processo se repete por toda a extensão da folha até que esta fina pele seja retirada de todos os folíolos.

Em água fervente, por aproximadamente quinze minutos, o artesão realiza o cozimento da fibra extraída. Se houver necessidade de tingimento, substitui-se a água por tinta, preferencialmente a natural obtida a partir de cascas de árvores, folhas, frutos e flores da flora local.
Só então, após todas essas etapas é que o linho estará pronto para ser utilizado pelos artesãos com a aplicação de diversas técnicas de tecelagem como o macramê, crochê, batimento, carreira e entrelaçamento, dentre outras

Assista o vídeo sobre a comunidade e o manejo da palmeira 

Medidas :100 X 0,44 cm


 


        

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