Cabuletê

"Qual considera que seja o papel do ritmo, seu ofício, na riqueza cultural brasileira? A percussão é o símbolo da vida. Se o coração não bater, não tem vida. O ritmo dá vida, porque cada povo tem o seu. Se você cantar uma música para um americano, ele vai bater palmas no contratempo. Nós bateremos no tempo. Isso é orgânico. Cada povo tem seu tempo, sente o ritmo de um jeito diferente. Na Noruega tem muita neve, por isso as notas são longas, o tempo do ritmo é mais comprido. Aqui tem feijão, dendê, esse negócio todo. Somos o resultado dessa rica mistura. Graças a Deus, somos o que somos. Não parecemos com nada e, por isso mesmo, parecemos com tudo." Entrevista com Naná Vasconcelos João Rocha Rodrigues (fonte Almanaque Brasil)

R$ 42,00

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O cabuletê é uma pequena caixa de ressonância, com couro dos dois lados e um pequeno cabo. Quando o instrumento é girado, o couro é percutido por duas pequenas sementes que saem das suas laterais, penduradas por um barbante.
A origem do cabuletê ainda é um grande mistério. Pesquisadores se dividem entre a origem africana e a provável origem asiática ou oriental.
No Brasil, o cabuletê foi introduzido pelos rituais religiosos africanos. Conta-se que no tempo da escravidão, os negros, quando desbravavam as matas, caminhavam tocando esse instrumento afim de espantar os animais selvagens.

Feito pelo músico percussionista Flávio Reis da Gama, de Belém do Pará., usando os  recursos naturais regionais.

Flávio promove oficinas com as comunidades locais ensinando ritmos paraenses, carimbó, boi bumbá, retumbão, lundum e marujada. É integrante da Associação dos percussionistas da Amazônia com sede em Belém e constrói alguns dos instrumentos usados pelo Trio Manari, fundado em 2001, dica para quem quer conhecer mais os ritmos amazonicos.

 Medidas : C30 x L9 x A 6 cm

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