Bum de pele - o som do barro - PE

"Qual considera que seja o papel do ritmo, seu ofício, na riqueza cultural brasileira? A percussão é o símbolo da vida. Se o coração não bater, não tem vida. O ritmo dá vida, porque cada povo tem o seu. Se você cantar uma música para um americano, ele vai bater palmas no contratempo. Nós bateremos no tempo. Isso é orgânico. Cada povo tem seu tempo, sente o ritmo de um jeito diferente. Na Noruega tem muita neve, por isso as notas são longas, o tempo do ritmo é mais comprido. Aqui tem feijão, dendê, esse negócio todo. Somos o resultado dessa rica mistura. Graças a Deus, somos o que somos. Não parecemos com nada e, por isso mesmo, parecemos com tudo." Entrevista com Naná Vasconcelos João Rocha Rodrigues (fonte Almanaque Brasil)

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Mestre Nado - Aguinaldo da Silva

Artesão e ceramista, pernambucano de Olinda - Pe, sempre viveu de dar forma ao barro, com 56 anos de idade e mais de 50 na profissão, dedica sua vida ao ensino do manuseio da argila, divide seu tempo entre aulas para adolescentes no Centro Eulâmpio de Recuperação Humana e no Curso de Cerâmica do Atelier Espaço Aberto.
Quando criança brincava de fazer panelinha e boizinho com as sobras de barro da olaria próxima à sua casa. Profissionalizou-se ainda muito jovem, passando da cerâmica utilitária a esculturas de rara beleza.
Mas modelar o barro pareceu pouco para este inquieto artista. Além do aprimoramento de técnicas e da descoberta de materiais cerâmicos, ele descobriu também o "som do barro". Com muita imaginação passou a fazer instrumentos musicais, (sopro e percussão) inspirados em formas da natureza: pássaros, peixes e raízes. Essa pesquisa requer tanto sensibilidade musical, quanto domínio técnico de materiais, massas, pigmentos e queima. Assim, Mestre Nado, manipulando a argila, experimenta formas e arrisca sonoridades, criando não somente instrumentos musicais, mas principalmente uma obra de arte inédita.
Ao lado de seus três filhos, Sara na percussão, Micael na maraca, Neemias no raco-raco, Mestre Nado e sua flauta compõem o grupo “O som do barro” que além de apresentações musicais realiza oficinas itinerantes em escolas, colégios, feiras e festivais. Nesta oficina, os aprendizes, em contato com o barro, seus mistérios e possibilidades, aprendem a confeccionar instrumentos musicais, descobrindo dessa forma, o gosto pela escultura e pela música.

Veja e ouça o som do bum de pele

Assista  aqui o documentário sobre Mestre Nado e sua arte

 

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