Aguadeiro- ferro- MG

Sob encomenda

Esgotado

Esse projeto nasceu como consequência de um processo educativo iniciado há 26 anos pelo Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD), liderado pelo educador Tião Rocha.

Origem

A cooperativa Dedo de Gente começou fazendo sabão. Mais uma invencionice de Tião Rocha, a Pedagogia do Sabão parte do raciocínio de que podemos e devemos aproveitar todos os recursos que temos à mão. Uma ideia tão simples – e, por isso mesmo, transformadora.

Tião Rocha explica: “Na roça, todo mundo sabe fazer sabão, é uma coisa que não custa quase nada, até de cachorro morto dá pra fazer, os recursos têm em casa ou na natureza. É fácil de ensinar, e é uma coisa que todo mundo precisa! Fazer sabão é a sabedoria de deixar de ser consumidor passivo para ser produtor ativo.”

Compromisso ambiental

O compromisso ambiental do Dedo de Gente tem raízes bem plantadas nesses princípios. Os integrantes contam: “Aqui, não tem desperdício, não tem compra de material. Evitamos o uso de produtos tóxicos e materiais não recicláveis. Economizamos água e energia, por que isso é bom pro nosso negócio e pro mundo todo. Mais importante, levamos essas práticas para casa, estendendo a nossas famílias as boas idéias que aprendemos aqui. Também procuramos sempre fornecedores locais, para evitar impactos do transporte. Usamos frutas da época, fazendo doces muito mais frescos e gostosos, respeitando o tempo da natureza.”

A mais poética expressão do compromisso ambiental do Dedo de Gente é a Imobiliária para Quem Sabe Voar, que fabrica casas de passarinhos. As casinhas simbolizam cuidado com os animais e aproveitamento de restos, gerando aprendizagem e renda. Todas as sobras das outras fabriquetas são utilizadas para construção de casinhas.

Protagonismo

No Dedo de Gente, os jovens cooperados não são o “público beneficiário do projeto” – são os atores principais de tudo que acontece, verdadeiros protagonistas. E como se faz isso? Com muito investimento no desenvolvimento pessoal de cada um. Não é fácil nem rápido, mas é absolutamente possível, como é claramente demonstrado, após 15 anos de trabalho. “Aprendemos a fazer isso através de um profundo processo pedagógico, baseado em muitas rodas, dinâmicas, brincadeiras e diálogo. Aqui na cooperativa é assim: aprendemos a ser protagonistas não só deste negócio, mas de nossa própria vida.”, contam os integrantes.

Raízes e frutos

Quando aprendemos a valorizar nossas raízes, nos sentimos mais completos, mais criativos, mais felizes. Cresce o respeito pelos antigos, e a vontade de fazer a diferença. Um trabalho de pesquisa, de observar as pessoas da comunidade, cavaleiros, vendedores na feira, benzedeiras. Nas criações são retratadas pessoas e sentimentos. Cada peça tem nome. Nelas os criadores das obras se deparam com cenas do nosso cotidiano da própria comunidade.


Medida:17 x 15 x 10 cm

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