Balata - Matinta-Pereira - PA

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O artesanato de balata é feito de uma goma elástica semelhante ao látex da seringueira, que permite a produção artesanal de objetos similares aos de borracha. A balateira, como a seringueira, é uma árvore da família das Sapotáceas, sendo que a balata é o látex da balateira, também conhecida como maparajuba (Manilkara bidentata)

 Artesão :Oscarino  Porto Braga

Lendas do matinta-pereira ou saci.

No folclore brasileiro, o matinta-pereira é considerado ave de mau agouro: segundo a lenda, feiticeiros e pajés se transformam nesse pássaro para se transportarem de um lugar para outro e exercerem suas vinganças. Quando, a horas mortas da noite, ouvem cantar a mati-taperê, quem a ouve e está dentro de casa, diz logo: “Matinta, amanhã podes vir buscar tabaco”. Quem, na manhã seguinte, chegar primeiro àquela casa, será considerado como o mati.

Outros acreditam que o grito agourento vem de um velho ou uma velha de uma só perna, que anda aos pulos. É o saci-pererê na forma de ave. O matinta-pereira (do tupi matintape're) é um pássaro solitário. Tem cerca de 30 cm de comprimento. Apesar de muito conhecido pelo canto (que lembra a palavra "saci", o que lhe valeu o nome popular) é difícil vê-lo.

Também se diz que quando a feiticeira transformada em Matinta morre ela fala "Quem quer? Quem quer?" Quem disser que quer, ganha a maldição de virar Matinta.

Os mandarucus diziam que era sob a forma de matintaperera,  que a alma dos mortos vinha passear sobre a terra. O mesmo entre os chiriguanos. Os guaraiús explicavam o cuidado que tinham por esse pássaro, dizendo que ele vinha da terra dos ancestrais.

No Rio de Janeiro, informa Félix Ferreira, na fazenda de Santa Cruz, da antiga propriedade dos jesuítas, é crença geral entre os que ali são nascidos, que o caapira ou caipora, como é mais comum, tem por seu companheiro o saci-pereira, um pássaro noturno de um pé só, que anda a desoras a cantar pelas estradas: "Saci-pereira, minha perna me dói!"

                                                                 Luís da Câmara Cascudo, Dicionário do Folclore Brasileiro. /Ruth Guimarães. "Yacy taperê, diabo menor".

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