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Dia 10 – dia do comercio justo – juntos !

Artesol celebra o Dia Internacional do Comércio Justo com ação especial

 

Oscip coordena parceria entre lojas de artesanato para incentivar o consumo de produtos
de artesanato de tradição brasileiro

Em comemoração ao Dia Internacional do Comércio Justo, celebrado no dia 10 de maio, a Artesol – Artesanato Solidário – apoia e participa da celebração proposta pelo WFTO (World Fair Trade Organization), que consiste em planejar uma ação diferenciada de divulgação de pessoas e comunidades que trabalham com base nesse movimento social. Na data, a organização brasileira coordenará uma iniciativa especial de vendas em parceria com três lojas focadas na comercialização de produtos legitimamente brasileiros e que valorizam o artesanato de tradição.

As lojas Ponto Solidário e Feira Moderna oferecerão 5% de desconto para todos os produtos. Já a loja Projeto Terra dará brindes e descontos para todos os clientes que comparecerem no estabelecimento no Dia Internacional do Comércio Justo, com o objetivo de incentivar o consumo e o conhecimento de peças feitas por mãos nacionais e carregadas de simbolismos, com técnicas que passam de geração em geração.

De acordo com Josiane Masson, coordenadora executiva da Artesol, essa ação é  uma oportunidade de divulgar o movimento,  incentivando o consumo consciente de produtos desenvolvidos por artesãos de diferentes regiões do Brasil, muitos deles desconhecidos do público geral. “Acreditamos que a ação é uma forma de salvaguardar a cultura brasileira, dando visibilidade a um trabalho precioso, cheio de memória e que precisa ser conhecido e valorizado”, diz.

O comércio justo tem como princípio incentivar a relação comercial que atenda a valores básicos de convivência e bem estar, como a preservação do meio ambiente, o pagamento por preços justos, relações de transparência entre os elos da cadeia produtiva, ou seja, uma parceria comercial igualitária, na qual haja respeito em ambas as partes, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico, social e ecológico de cada região.

O WFTO, associação global, foi criado em 1989 com o objetivo de promover produtores e organizações que se baseiam no comércio justo e para que consigam promover o encontro de consumidores e criadores. Para 2014, o tema de comemoração para o Dia Internacional do Comércio Justo, escolhido pelo WFTO, é “Fair Trade People” que em português significa “as pessoas do Comércio Justo”. Essa ação acontecerá em inúmeros países para que o movimento seja disseminado, por isso, propõe que as celebrações sejam compartilhadas pelas mídias sociais, para o alcance do maior número possível de pessoas.

Conheça a Rede ArteSol e vários grupos artesanais: www.artesol.org.br/rede

 

ARTESOL

Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) com mais de 100 projetos desenvolvidos em localidades com baixo índice de desenvolvimento humano em 17 Estados brasileiros. Sua missão é salvaguardar e disseminar o artesanato de tradição enquanto patrimônio cultural brasileiro, promovendo a autonomia dos artesãos detentores do saber e o desenvolvimento cultural, social e econômico das comunidades.

www.artesol.org.br

 

FEIRA MODERNA

Um lugar especial fundado em 2004, que desde então tem como propósito promover e favorecer a comercialização do artesanato brasileiro. Mamulengos, redes, panelas de barro, arte indígena, acessórios, esculturas e brinquedos compõe um ambiente colorido. Como numa exposição permanente, apresenta trabalhos de artesãos procedentes dos quatro cantos do Brasil, visando assim valorizar a riqueza das tradições culturais deste enorme país. Contato:www.facebook.com/lojafeiramoderna – www.feiramoderna.com.br

 

PONTO SOLIDÁRIO

Fundado em 2002, o Ponto Solidário, arte sociocultural é um local para a divulgação e venda da produção artística e artesanal de diversas ONGs do Brasil, cooperativas, comunidades regionais, povos indígenas, artistas e outras instituições afins. É uma associação sem fins lucrativos. Trabalha com o conceito de comércio justo, economia solidária e sustentabilidade. Contato: (11) 5522.4440 | pontosolidario@pontosolidario.org.br – www.pontosolidario.org.br.

 

PROJETO TERRA

O Projeto TERRA é um empreendimento social que tem como Missão gerar oportunidades para que produtos artesanais brasileiros com conteúdo socioambiental cheguem aos mercados varejista, atacadista, corporativo e externo, mediante ações que promovam seu desenvolvimento, valorização, exposição, divulgação, marketing e comercialização. Contato: (11) 3034.3550/5044.1846 | contato@projetoterra.org.br  |  www.facebook.com/projeto.terra.5

 

 

As rendas senhora, as rendas… as flores ..

   Elsa Bettencourt
7 de novembro 2013
Podia ter ficado à janela vendo a cidade lá em baixo. Mas quem me segura, tendo o tal tempo, de sair e mergulhar nela. Fazer turismo num intervalo de trabalho. Fui aprender o que se faz num país que acarinha os seus artesãos e que apesar de ser imenso não se acanha em ir buscar o que de melhor e mais diferente se faz por aqui.
Num sobrado lindo na Rua José Maria Lisboa um Ponto Solidário que contém a raiz cultural deste Brasil Brasileiro. Raiz indígena. Raiz africana. Raiz lusa.
Barro. Madeira. Palha. Sementes.Rendas. Flores de pano. Panos de flores. Colares de contas. Insetos de metal. Ocarinas encantadas. Pega moça. Pega tudo.
Tudo se pega nesta casa.
Pega a simpatia de quem te atende e te explica. De quem quer saber qual a maior influência da mãe lusa.
As rendas, senhora. As rendas.
O resto já sabiam.
Adaptaram.
Transformaram.
A simpatia é toda vossa. Por ser também nossa.
O xingu explicado em português cantado.
O chá bebido fervendo depois da ampulheta amarela vazar.
Bolo de banana com canela.
Picolé italiano de limão siciliano.
Podia ter ficado à janela, mas a cidade me quis nela.
Eu obedeço. Agradeço. E sempre que posso, regresso.

( Obrigada Marilene. As tuas flores de Santa Teresinha, levaram-me lá )

UM ABRIGO DE ARTE, SONHOS E IDEIAS

POR AuthorCARLA CHAGAS | Date28/02/2013 | EM  / 

O lugar que eu conheci dia desses não cabe aqui, num texto. Vai sempre faltar alguma coisa pra se falar da Casa Amarela. Dizer, por exemplo, que ali tem um museu, um espaço cultural e um café é quase nada. Contar que nasceu de uma associação sem fins lucrativos é muito pouco. Falar que a associação virou uma loja que vende, pensa, articula e movimenta o artesanato de várias regiões do país, através do comércio justo, ainda não é suficiente. É que sonho não se explica, não se define. E esse lugar um dia foi o sonho de gente como Idália, Odile e Heráclio, que se concretizou na forma de uma charmosa casa, na Rua José Maria Lisboa, nos Jardins. Sua fachada, coberta de heras verdes, é um convite. Seu portão lateral um transporte. Da loja Ponto Solidário até o Museu Xingu, você pode achar um presente especial ou comer um bolinho de limão com a Lulu, dona de um simpático sorriso e do Café da Casa. Pode marcar uma reunião de trabalho numa sala inspiradora chamada Caranguejo ou participar de um bate-papo com um artesão do Piauí. Pode simplesmente mergulhar em nossa “matriz tupi”, como diria Darcy Ribeiro. Pode mesmo se esquecer do que ia fazer ali, como aconteceu comigo. Pode muito. Pode nada. Pode tudo o que não coube aqui neste meu texto.