No início, eram apenas brinquedos…

Jacarés, tatus, cobras, peixes, pássaros, bonecos, barcos, canoas, confeccionados com o talo do miriti, palmeira nativa do norte do país e parente próximo do buriti, cumpriam sua função principal de alegrar a vida das crianças de Abaetetuba, a 60 quilômetros de Belém do Pará.

Conhecido como o “isopor natural” da Amazônia, a fibra do miriti é uma palmeira nativa de áreas alagadiças que se configura como base de sustento de muitas famílias, e, além de ser um produto de alto valor agregado, sua utilização não agride o meio ambiente por ser biodegradável. Da sua árvore tudo se aproveita, desde o fruto utilizado na culinária local às palmeiras que servem para a cobertura de casas, o que mostra que o miriti é uma árvore providencial na vida do homem ribeirinho.
Testemunhos da rica visualidade do homem da Amazônia, nos dias de hoje encantam turistas e romeiros e são objeto do desejo de colecionadores de arte popular, que todos os anos, em outubro, na capital paraense, marcam presença no Círio de Nossa Senhora Nazaré, uma das maiores festas religiosas do país, com mais de um milhão de fiéis.
Simples e coloridos, confeccionados em pequenos núcleos familiares, segundo técnica tradicional repassada de geração a geração, os brinquedos são o ganha-pão de artesãos daquela região do Pará, que, nos últimos anos, vem investindo na diversificação da produção e alcançando novos consumidores.

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